Fitavam-me os seus olhos, sempre assim
Num pulsar breve e de tom tão vasto
Que ao suspirar sentia cá em mim
O sopro aromado à verde casto
Fitavam-me os seus olhos de alecrim
Como campinas se estendendo em pasto
Cessando a fome do amor, enfim
Para deixá-la então, depois, sem rastro.
E o verdejante campo devorou
Com labaredas meus fulgazes sonhos,
Que mesmo secos ainda resistem
Na sua ausência eterna, tanto insistem
Numa existência, outrora tão tristonhos,
Sonhando o olhar que do meu desviou.
04/08/2010
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
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